É difícil dizer quando isso tudo exatamente começou. Era um sonho solitário, coisa minha mesmo, quando eu costumava sonhar que iria fazer um mestrado na Espanha ou coisa parecida. Até que um dia, durante minhas andanças pelo Orkut, descobri que uma amiga minha freqüentava a mesma comunidade que eu, de uns aficcionados pela Espanha ou coisa parecida… E era a Aline. Aí eu descobri que a Aline era doida pra ir pra Espanha, como eu. Claro que nós temos motivações e sonhos diferentes. Mas o destino de chegada é o mesmo. Ainda descobri que ela pretende estudar lá, como eu também pretendo. E foi depois de muita conversa no msn que ela topou minha idéia de uma mochilada espanhola nessas férias. Eu já estava indo para fazer um curso de espanhol, conhecer lugares e pessoas, fazer contatos… Aí foi juntar a fome com a vontade de comer! E cá estamos nós, planejando alopradamente essa viagem. O que nos aguarda é o divertido e desconhecido amanhã.
Tem certas coisas nessa vida que acontecem de forma muito inesperada, muitas vezes surpresas agradáveis. Mas eu não acredito em coincidências, caro leitor. Tudo acontece por uma razão, no tempo certo, e há um tempo certo para tudo nesta vida. Espero que tenha chegado o meu tempo de crescer, de acreditar, de entender, de superar medos. Diz a propaganda do Student Travel Bureau que “a gente sempre volta diferente de uma viagem”. Eu espero realmente que eles estejam certos. Porque eu não estou indo na condição simples de turista, mas muito mais na condição de ser humano sedento por respirar ares diferentes.
No meu blog eu escrevi recentemente dizendo que estou em crise existencial. E é verdade, estou mesmo. Por isso essa viagem tem significados mais profundos do que vocês possam imaginar. Sem falar das minhas raízes espanholas, que espero reencontrar nas andanças pela lindíssima Andalucía. Não que eu esteja esperando a resposta pra todos os meus problemas nessa viagem! Também não sei se estou procurando um lugar a que pertencer, não creio que seja hora de dizer isso. Tampouco sinto que pertenço a qualquer lugar no momento, apesar de já estar há tanto tempo em Brasília e realmente gostar daqui, mas o sentimento nômade enraizado numa filha de pastor permanece. Como eu já disse outras vezes à minha amiga Pri, eu sou um pássaro sem casa, um pardal-de-java sem lar. Esperamos que isso mude em breve! Hehehe…
2 Comentários
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Ééé,Mari..sempre que olho pro meu catálogo da STB fico olhando a mesma frase!
E com absoluta certeza voltaremos diferentes dessa viagem..com mais vontade de morar lá!haha
Ai…faltam 89,quase 88!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
E Deus é perfeito mesmo,né? Há um tempinho vinha pedindo alguém pra me acompanhar..e ainda bem que ele mandou alguém mto igual a mim!
=)
era uma vez uma madressilva, ela era bem pequenininha e ouvia as histórias de seu avô espanhol, um madressilva bem grandão e de mandíbula larga, com um bigode bem grosso que dava vontade de pentear… Aí, a madressilva pequenina cresceu e quis virar uma tulipa vermelha e poder se casar com um tulipo amarelo…
mas ela viu que era um pardal-de-java, que cores tem de uma bandeira de um país de sonhos…
foi assim que tudo começou